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A indústria 4.0 e as fábricas do futuro

Após a reunião anual de Davos 2016, que teve como tema central a indústria 4.0 e suas implicações (https://www.foodworksweb.com.br/post/a-inovação-na-indústria-4-0), o Fórum Econômico Mundial e a McKinsey & Company realizaram um extenso trabalho de pesquisa para entender o real cenário de engajamento nessa revolução industrial e para ajudar as indústrias a adotarem as tecnologias do futuro.

Parte do trabalho foi a escolha de 16 fábricas que podem ser consideradas modelos de adoção da indústria 4.0, criando com elas uma plataforma de aprendizado para as demais indústrias do mundo (https://www.foodworksweb.com.br/post/casos-de-sucesso-na-indústria-4-0). Elas são instalações operadas pelas empresas Bayer, BMW, Bosch, Danfoss, Fast Radius with UPS, Foxconn, Haier, Johnson & Johnson, Phoenix Contact, Procter & Gamble, Rold, Sandvik Coromant, Saudi Aramco, Schneider Electric, Siemens e Tata Steel.

O que as fábricas-modelo da indústria 4.0 têm a ensinar?

Essas 16 fábricas pioneiras aumentaram sua performance em 20-50% e criaram diferenciais de competitividade, o que as torna foco do nosso interesse.

Uma das lições que aprenderam, ao longo do caminho, foi que os trabalhadores são fortalecidos com a tecnologia. Essas 16 fábricas implantaram um conjunto significativo de tecnologias da indústria 4.0, mantendo os humanos e a sustentabilidade como o coração da inovação. Elas têm equipes ágeis, com expertise em análise de dados, IoT e desenvolvimento de software, e estão inovando rapidamente no chão de fábrica – estão pensando na produção em escala e atuando com agilidade. Foram além dos esforços de melhoria contínua que tem caracterizado as fábricas por décadas, fazendo mudanças que redefiniram referências.

Outra lição aprendida refere-se ao papel essencial da colaboração e da inovação aberta. Essas fábricas são parte de um sistema de inovação que envolve universidades, start-ups e outros provedores de tecnologia. Elas passaram pelo processo de discernir entre múltiplos provedores de tecnologia, até chegar aos parceiros de colaboração.

As fábricas-modelo também provaram que existe mais de uma forma de se engajar na Quarta Revolução Industrial – dois caminhos principais, não mutuamente exclusivos, definiram a geração estratégica de valor do negócio a partir das novas tecnologias disruptivas. O primeiro deles é a inovação do sistema de produção – As empresas expandem sua vantagem competitiva através da excelência operacional, o que significa otimizar seu sistema de produção, aumentando a produtividade de suas operações e o desempenho da qualidade. Tipicamente, elas começam a inovar em uma ou poucas instalações e depois escalam para as demais. O outro é a inovação na cadeia de valor, de ponta a ponta – As empresas criam novos negócios, inovando ao longo de toda a cadeia de valor, oferecendo aos clientes novos produtos, novos serviços, mais personalização, lotes menores ou prazos de entrega significativamente menores. As empresas permanecem focadas na inovação e na transformação de uma cadeia de valor primeiro, depois escalam suas descobertas e capacidades para outras partes do negócio.

E as lições não param por aí. Continuaremos a mencioná-las em posts futuros, por considerar que sejam de grande valor para todos nós que adoramos inovação.



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