A colaboração para criação de novos alimentos

Atualizado: 9 de fev.

Trabalhando em desenvolvimento de produtos, sempre tive um olhar especial para a “beleza” dos produtos que desenvolvíamos.


Beleza que inicialmente dependia de minha avaliação, mas que logo em seguida passava a depender dos olhos e das emoções dos degustadores internos. Após muito trabalho, quando o protótipo estava pré-aprovado é que tínhamos uma pesquisa de mercado. Longo caminho – dez a doze meses depois – acontecia o lançamento do produto, mas quase sempre o concorrente lançava antes.


Atualmente, fazemos formulações usando extensa e profunda análise de dados e a inteligência artificial, que dota os softwares de capacidade quase humana de pensamento na escolha das matérias primas e suas melhores e mais eficientes combinações. Isso reduz em grande parte o número de testes de bancada, mas não os substitui.


A avaliação do produto é feita em contexto (onde será consumido), real ou virtual, sendo observado por toda a equipe de projeto. Os avaliadores? Personas anteriormente definidas com poder de voto para mandar o projeto “back to the beginning”.


E a embalagem, o produto final? Nas prateleiras reais ou virtuais das lojas e supermercados. Existem dezenas de métodos que utilizam a neurociência e que dão valiosos inputs sobre os lançamentos como impacto do produto, atratividade da embalagem, entre outros.

Não menos importante foi o início de tudo. Como foi a decisão de lançar um produto ou uma comunicação ou de fazer uma mudança na embalagem? Começou com uma imersão no dia a dia do usuário em questão – trabalho colaborativo centrado no ser humano. A observação da rotina do usuário em foco trouxe importantes "insights" que foram posteriormente transformados em uma "solução" que alavancou novos negócios para a empresa.


Tudo pensado e desenhado por equipe multidisciplinar. E então, como você está inovando? Já faz tudo isso ?



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